Análise Técnica: Suporte e Resistência

Este artigo foi construído em parceria com Fábio Santos – Blog Meu Day Trade.


Existem diversas técnicas com as quais conseguimos operar no day trade. Dentre elas, existe uma que é amplamente difundida e utilizada. É a técnica: Suporte e Resistência.


Esse modelo operacional sempre se mostrou poderoso e com alto grau de assertividade, ou seja, faz a alegria de muitos Traders.


Sendo assim, esse artigo visa ensinar a identificar os pontos de suporte e resistência, e também mostrar formas de utilizá-los para conseguir melhorar o seu desempenho e vencer no day trade.


O que é Suporte e Resistência?


Suporte


É um ponto onde o preço teoricamente terá dificuldades em ultrapassar.


Além disso, sua localização é sempre abaixo do preço atual.


Ou seja, é uma região de preço menor que a cotação atual. Sendo assim, são pontos onde operações de compra tem maiores probabilidades de serem vencedoras.



Resistência


É uma faixa de preço, acima da cotação atual, onde possivelmente haverá dificuldades de superação. Ou seja, é um ponto que o preço tende a “respeitar”.


Nesse sentido, operações de venda em resistência tem maiores probabilidades de serem bem-sucedidas.



Como identifico regiões de Suporte e Resistência?


Já de início temos que entender que suporte e resistência não é um ponto específico, não é um preço exato, e sim uma região, onde o preço encontrará dificuldades em ultrapassar.


Existem muitas formas de encontrarmos pontos de suporte e resistência, porém, primeiro temos que estar cientes de uma regra básica em nossa atividade. É muito importante saber disso.


Portanto, anote essa frase, guarde-a com carinho e não a esqueça:

O mercado tem memória.

Isso mesmo, existem regiões de preço que ficam marcados na memória do mercado. Ou melhor, na memória dos participantes.


Ou seja, pontos que eu, você e muitos outros Traders sabemos (mesmo que subconscientemente) que são regiões importantes.


Tipos de Suporte e Resistência


Máximas e mínimas dentro de uma oscilação


O mais tradicional ponto de suporte e resistência, facilmente identificável no gráfico. São pontos onde o preço sentiu pressão contrária e recuou, ou seja, não conseguiu ultrapassar.



Na imagem acima vemos que o preço demonstrou claramente que sentiu a região (suporte), e que nesse ponto existe força contrária capaz de repelir o preço, ou seja, evitando a superação da região.


Assim sendo, esses pontos ficam na memória do mercado, e podem ser utilizados em nossas operações.


Veja agora um exemplo onde o preço respeitou a máxima dentro de uma oscilação, ou seja, é uma resistência.



Níveis psicológicos de suporte e resistência


Existem níveis de preço que estão memorizados no nosso subconsciente, são os chamados “bola”.


Ou seja, são os números redondos, cujo último dígito é o zero. (90.000 – 3,900 – 12,30).


Se você perguntar a uma pessoa qual é a cotação do mini índice, ela não vai dizer: 90,025, provavelmente ela vai dizer que está no 90.000, ou 90k.


O mesmo ocorre no mini dólar, a pessoa não irá dizer: 3.902,50, vai dizer 3,9.


Por esse motivo, intuitivamente tendemos a entrar e sair de operações em números redondos, inteiros.


Sendo assim, são níveis de suporte e resistência naturais, e podem ser utilizados na estruturação de nossas operações.



Note a dificuldade que o Mini Índice teve ao chegar no 100.000.


Linhas de Tendência, Canais


Segundo a Teoria de Dow, o preço se movimenta em ondas. Ou seja, movimentos de tendência seguidos de movimentos de correção.


Diante disso, vemos claramente que independente do tipo da tendência (de alta ou de baixa), ao se movimentar, o preço vai formando linhas de tendências e canais.



Essas linhas de tendência e canais são pontos de suporte e resistência, e costumam ser respeitados pelo preço.


Sendo assim, podemos utilizá-las para maximizar nossos ganhos.


Ponto Pivô (Suporte e Resistência)


É um indicador, também chamado de Pivot Point, que nos mostra níveis de suporte e resistência. É calculado levando-se em consideração  os preços de abertura, fechamento, máxima e mínima do dia anterior.



Tal indicador está disponível na maioria das plataformas profissionais disponíveis no mercado. S1, S2 e S3 são pontos de suporte. Já R1, R2 e R3 são pontos de resistência.


Assim sendo, é só plotar o indicador no gráfico e operar de acordo com os níveis de suporte e resistência indicados.


Fibonacci


Nosso velho amigo Fibonacci, também disponível na maioria das plataformas. Ele nos mostra os pontos de retração, bem como de expansão.



Nesse sentido, tanto as suas retrações, como as suas expansões podem ser utilizadas como pontos de suporte e resistência.


Volume at Price como suporte e resistência


Quando falamos de níveis de suporte e resistência, logo nos remetemos a pontos visíveis no gráfico. Ou seja, dá a impressão que é uma técnica exclusiva dos operadores de análise técnica.


Pois bem, o Volume at Price mostra que não é bem assim, uma vez que, tal ferramenta é utilizada por operadores de Tape Reading e mostra exatamente pontos de suporte e resistência.

Sendo assim, fica mais que provado que, independente da técnica, é possível aplicar os conceitos de suporte e resistência nas operações.


O Volume at Price nos mostra em que regiões de preço houve mais negociações. Ou seja, onde houve maior interesse dos players e onde existiu uma “briga” de preços relevante.



No exemplo acima (mini dólar) está bem claro que no preço 3.993,50 houve uma maior quantidade de lotes negociados, se tornando então ponto de suporte importante.


Mudança de polaridade (Suporte e Resistência)


Além de sabermos identificar pontos de suporte e resistência, temos que entender também como funciona a mudança de polaridade desses pontos.


Mudança de polaridade costuma ocorrer quando algum nível de suporte ou resistência é rompido.


Sim, suportes e resistência são pontos importantes e costumam ser respeitados, mas não são intransponíveis.


Sendo assim, quando ocorre o rompimento desses pontos, pode acontece a mudança de polaridade.


Ou seja, o que era um suporte se torna uma resistência, e a resistência rompida vira suporte.



Existe uma razão lógica para essa mudança, e para você entender melhor, precisa ter em mente alguns conceitos importantes.


Participantes do mercado


Seja qual for a cotação atual de qualquer ativo, sempre existirão quatro participantes.


1 – Os comprados, que estão posicionados, com posição aberta na compra, acreditando na alta do mercado.

2 – Os vendidos, que são os que estão com posição aberta na venda, acreditando na queda do mercado.

3 – Os com intenção de compra. Ou seja, estão de fora, mas com intenção de comprar.

4 – Os com intenção de venda, também estão de fora. Porém com intenção de vender.


Agora imagine a seguinte situação:


Temos o preço subindo e próximo de uma resistência.


Nesse ponto, os comprados têm um ponto de resistência bem próximo, mas estão em vantagem, pois o mercado está subindo e provavelmente seus stops estão no fundo anterior.


Os vendidos estão “passando calor”, pois o preço está vindo contra e seus stops estão muito provavelmente logo acima da resistência.


Os com intenção de venda, estão esperando para vender na resistência.


Por outro lado, os com intenção de compra tentarão forçar o rompimento para saírem no lucro.



Entendendo a mudança de polaridade


Pois bem, nesse momento tudo pode acontecer. Porém, vamos analisar o cenário de rompimento e mudança de polaridade para você entender na prática por que isso acontece.

Então, imagine que o preço chegue até a resistência e rompa.


Isso se dá por dois motivos básicos:


Primeiro por que nesse ponto, nesse momento, a quantidade de compradores foi superior a de vendedores. Ou seja, os compradores venceram momentaneamente.


Segundo, por que as ordens stops dos vendidos foram acionadas. Ou seja, foram acionadas ordens de compra. Pois uma ordem de stop de quem está vendido nada mais é do que uma ordem de compra.


Pois bem, são esses os fatores que fazem o preço romper a resistência.


Você provavelmente já notou que os rompimentos geralmente são movimentos bruscos. E isso ocorre devido à grande quantidade de ordens disparadas nesses pontos.



Mas a mudança de polaridade, por que ocorre?


Vamos lá, após o rompimento temos o seguinte cenário:


Quem estava comprado agora está em uma posição muito confortável.


Por sua vez, quem comprou no rompimento também está no lucro.


A maioria dos vendidos stoparam, e quem vendeu na resistência está em apuros.


O mercado agora mudou, existe alguém no controle, e são os comprados.


Mudança de cenário


O jogo continua, porém, os comprados agora começam a realizar seus lucros, o mercado dá uma recuada (pullback, reteste) e chega na região que era a resistência.


Nesse momento, os que ainda estão vendidos e passando calor vão erguer às mãos para o céu e agradecer o retorno do preço, e vão zerar suas posições. Ou seja, vão disparar ordens de compra.


Os comprados vão comprar ainda mais, uma vez que estão em posição confortável, com um preço médio muito bom.


Já quem está de fora e perdeu a compra no rompimento agora vai entrar comprando.


Ou seja, nesse momento quase não existem vendedores, e a probabilidade de outra perna de alta é bem maior. Vender nesse ponto não é um bom negócio.


Resumo da ópera: o que era uma resistência agora virou um baita suporte, ponto bom de compra.



Rompimento falso de suporte e resistência


Aqui temos uma técnica operacional derivada da técnica suporte e resistência.


Nessa técnica, tentamos identificar rompimentos falsos. Ou seja, o mercado rompe o suporte ou resistência. Porém, não tem força suficiente para continuar e acaba voltando.


Nessa técnica devemos analisar alguns outros fatores como volume no momento do rompimento, agressividade dos players, intensidade das defesas, dentre outros.


Ou seja, devemos analisar como o preço chegou na região e como se comportaram os participantes no momento do rompimento.


Diante disso, no primeiro toque no suporte ou na resistência já temos ideia de como estão atuando os players e então podemos tomar a decisão de comprar, vender ou ficar de fora.



Considerações Finais


Vimos nesse artigo como identificar os pontos de suporte e resistência, bem como quais os melhores pontos de entrada nas operações.


A técnica é lucrativa. Porém, devemos deixar claro que, como qualquer outra técnica, não tem 100% de assertividade.


Não existe setup perfeito, não existe Santo Graal, estamos em um mercado de risco.


Sendo assim, reitero o que digo em praticamente todos os artigos desse Blog.


O bom Trader não é aquele que acerta 99% das vezes. Pois se no 1% que perder, ele devolver todo o lucro e mais um pouco, de nada vale a taxa de acerto, vai perder dinheiro.


O Trader lucrativo é o que concilia a taxa de acerto com o risco/ganho. Ou seja, tem que ter obrigatoriamente um gerenciamento de risco ajustado e segui-lo. Caso contrário, não sobreviverá no mercado.


Para auxiliar o Trader nessa caminhada foi criada a Planilha Day Trade Anual, ferramenta que fornece todas as informações necessárias para que consiga gerenciar suas operações de maneira fácil e segura. – Fábio Santos


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Este artigo foi construído em parceria com Fábio Santos – Blog Meu Day Trade.

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